15 de junho de 2013

O AMOR CURA!

Se preparar,
Se adornar,
Empunhar bandeiras,
E na dança:
Não olhar,
Não ver,
Não saber!
É uma grande asneira!
É como se apavonar,
Um pavão tão lindo e enfeitado,
e com seus pés sujos e mal empregado.
Então abram os olhos!
Vejam!
Vejam e sangrem.
Mas não se pintem apenas com vosso sangue.
Porque mais sangue derramaram os que antes vieram.
Os que vieram e que vocês nem souberam.
Vejam a história.
Puxem pela memória,
E façam jus a tanta vida que se foi em glória!
Depois de ver!
Será bom perceber.
Isso já é algo que exige sensibilidade.
Sensibilidade para ver a maldade.
Os que estão a se aproveitar,
E no mar da injustiça procuram lucrar.
Por isso em teu grito não põe preço.
Tua voz é ouvida com apreço,
Se nela sente-se verdade,
Se nela não há falsidade.
Perceba e distinga o grito da voz,
A voz do gemido,
O sussurro ao pé do ouvido!
E então a alma surge.
E quando ela surge tudo muda.
Não há gente que fique muda.
Uns gritam baixo,
Outros falam cheios de embaraço,
Outros ainda se perdem no descompasso.
Mas a alma fala,
Sem saber direito com quais palavras,
Mas o que se passa tem significado.
E por isso no que ela grita, não há pecado!
É apenas a Voz do Amado!
Então fale eu,
Fale você.
Uns na rua,
Outros nos becos,
Uns em casa,
Outros na rede,
Na rede que embala,
Na rede que não cala.
Uns na música,
Outros na poesia,
Uns no silêncio,
Outros em agonia!
Mas fale.
Não cale!
E então veremos ir embora toda amargura.
E ficará entre todos o AMOR!
E com Ele nossa Cura!

ROSE LIRA.

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